O desafio lançado na aula de projecto de dissertação prende-se com a necessidade de definir qual a metodologia de investigação a adoptar no desenvolvimento do meu projecto. Não sendo provavelmente o traçado metodológico definitivo, é uma delimitação que urge começar a fazer. Sendo que a investigação se encontra ainda numa fase prematura e que estes aspectos não foram discutidos em orientação, esta informação poderá ser alvo de actualização.
Assim, quanto ao objectivo, considero o tipo exploratório o mais adequado para a minha investigação. Para a primeira familiarização e aproximação ao tema, será útil a informação que tenho vindo a pesquisar, sendo que as leituras e pesquisas continuarão. Corresponde a este pressuposto o facto das técnicas de recolha de dados mais utilizadas incluirem o levantamento bibliográfico de informação relevante. Acerca do levantamento e pesquisa de informação, convém realçar que não havendo exemplos concretos de context-aware mobile applications que se baseiam no distribuir de conteúdos vídeo adaptados ao contexto, cruzando informação de diversas proveniências, talvez seja relevante elaborar inquéritos exploratórios a potenciais utilizadores da aplicação.
Quanto aos procedimentos de recolha de dados, identifico o estudo de caso como o mais apropriado. Neste procedimento é fundamental dominar e descrever todas as dimensões do caso em estudo de forma exaustiva, de forma a que este pudesse ser replicável. Penso assim conseguir dados concretos sobre a utilização da aplicação, ainda que não seja possível depois realizar generalizações que extrapolem a situação/contexto/actores envolvidos no estudo. O desenho de teste da aplicação C-Cast na qual estou a trabalhar como bolseira pressupõe um estudo de caso na universidade de Aveiro, portanto deverei poder retirar algum know-how do plano que será estabelecido com o contributo dos diversos pareceiros. Acrescento que será imprescindível definir um cenário de aplicação em concreto, ao mesmo tempo que desenvolver um protótipo para ser testado (sendo que neste momento ainda não posso apontar qual será o nível de fidelidade e profundidade do mesmo).
Na quarta-feira, eu e o João Silva, encontramo-nos novamente com os nossos orientadores. Na ordem da reunião esteve a discussão de funcionalidades que eu e o João tinhamos identificado como sendo pertinentes/desafiantes/relevantes para a nossa "social-mobile-context-aware-applica
Resumindo: temos que nos focar na aplicação C-Cast (que distribui conteúdo de vídeo adaptado às caracteristcias e ao contexto do utilizador) e pensar em funcionalidades sociais em torno deste conteúdo (seja o conteúdo influenciado pelos dados provenientes das redes sociais, ou vice-versa). Já tinham sido identificadas funcionalidades de comentários, recomendações de conteúdos e comunicação entre pessoas que estão a ser influenciadas, mas temos que "evoluir" estas funcionalidades. A ideia é fazer uma abordagem crítica ao C-Cast e fazer uma extensão de cenário.
Discutiu-se ainda o conceito de "MyChannel", ou seja um canal personalizado de conteúdos (publicidade, programação geral e UGC), adicionando-se a este conteúdo, por exemplo, recomendações baseadas em informações recolhidas de redes sociais.
Neste momento, continuamos num estado muito "verde" da investigação. Pessoalmente, não consegui ainda discutir a minha linha de investigação com os orientadores, e as minhas intenções de exploração, nem autores/conceitos pertinentes na área. Também não tive ainda feedback nas questões de investigação, nem em nenhum do material que tenho publicado aqui.
Será possível interagir com computadores desktop sem utilizar o rato como dispositivo de input e uma organização de informação segundo janelas? Repensando totalmente o modelo actual de HCI?
Fica aqui uma proposta alternativa, tão interessante quanto discutível - o 10/GUI. Aconselho a ver o vídeo até ao fim (para além disso é um óptimo exemplo de um vídeo demonstrativo de conceito).
Ainda que não haja uma investigação que se possa considerar “irmã” da minha, existem algumas temáticas de confluência, que podem ter importância sobretudo de um ponto de vista mais global. Por exemplo, ainda que eu proponha definir e aplicar métodos de avaliação de usabilidade adaptados concretamente a uma “social-mobile-context-aware-aplication”
Finda a minha actividade voyeristica, segue-se a lista. Realço em primeiro lugar o trabalho do meu colega de jornada [João Silva], que vai participar no desenvolvimento da mesma aplicação mobile, focando-se na integração de redes sociais.
MOBILE
[Ana Batista]. Destaque pela temática da migração de conteúdos para dispositivos móveis (iPhone ou Nokia, no caso).
[Pedro Ferreira]. Referencia pela componente de mobile TV, embora o enfoque seja o grafismo de informação.
[Inês Silva]. Componente mobile do projecto, ainda que o âmbito de acção seja o mobile learning.
[Alexandra Moedas]. A plataforma de desenvolvimento será a mesma – Android, tratando-se no caso de uma migração de serviço (“Sapo Campus Mobile”), dando relevo à parte técnica (o que não será a minha situação).
INTERACÇÃO e INTERFACES
[Marília] e [Ricardo Magalhães]. Destaque à abordagem às tipologias de interacção – multitouch e manipulação directa, embora se foquem especificamente nos quiosques interactivos.
[Juliana]. Importância dada à componente de interacção, ainda que se aplique aos museus e exposições.
[Cátia Resende]. Design de interface e interacção, sendo o cenário de aplicação distinto: aplicado ao software educativo, destinado às crianças.
[Cristina Teixeira]. Destaque também pela implementação de uma interface, que neste caso deve servir um contexto de trabalho colaborativo, inserido na temática da Telemedicina. No caso, também destaco as questões da usabilidade que ela refere.
USABILIDADE
[Rui Rodrigues]. Enfoque nos estudos de usabilidade usando eyetracking (interessou-me o vídeo relativo ao iPhone postado aqui), embora a especialização seja a TV.
REDES SOCIAIS
[João Afonso]. Pelo conceito de social mashups, ainda que seja adaptado aos live events.
Finalizo referindo que esta lista se pode ir adaptando à medida que a minha investigação e a dos meus colegas forem evoluindo (sempre positivamente, espero!).
Para facilitar a tarefa de encontrar pontos de confluência entre a minha investigação e dos meus colegas de mestrado, experimentei fazer um mapa de visualização dos principais termos que tenho utilizado nas minhas pesquisas. Grande destaque para "mobile", "design", "applications", "context" e "community", o que era expectável. Fica o resultado.