No programa "Imagens de Marca", da Sic Notícias, tomei contacto com o Vodafone 360. A ideia é um serviço uniformizador de plataformas, colocando o utilizador no centro do seu mundo, em contacto com tudo o que o rodeia (nomeadamente as suas várias presenças sociais), sob o slogan "O seu mundo na sua mão".
"Das funcionalidades deste novo serviço fazem parte o descarregamento de música, a consulta de mapas e a partilha de localização, a publicação de fotografias, a leitura e o envio de e-mails, as actualizações do Twitter e as mudanças de estado e de contactos do telemóvel, mas também do Google, do Facebook e do Windows Live Messenger. Para já , o serviço está disponível em apenas um modelo criado pela Samsung em exclusivo para a Vodafone, o 360 H1. Mas, de acordo com a operadora, em breve, vão ser mais de 100." [in link]
Tratando-se de um serviço e não propriamente de uma aplicação, como deverá ser o objecto da minha dissertação, pareceu-me interessante o destaque dado ao público alvo identificado, os jovens dos 18 aos 35 anos, que são os principais utilizadores de internet e com poder de compra para cobrir os custos de um serviço como este, e também o conceito por detrás do serviço, a intenção de uniformizar e centralizar várias plataformas e presenças virtuais, sob um design que me pareceu funcionar, focando-se no comunicar, localizar e partilhar de informação com um único livro de contactos globais.
Na última reunião com os orientadores, eu e o João Silva discutimos com os professores Jorge Ferraz e Pedro Almeida a necessidade de prever um plano de desenvolvimento de projecto que consiga sobreviver caso não se verifique a cooperação com o aluno do mestrado em ECT, especialmente na fase de implementação do protótipo, já que a especificação e avaliação do mesmo podem ser asseguradas por nós sem dificuldades.
Posto isto, eu e o João teremos que partir da aplicação Android de distribuição de conteúdo baseado em contexto, na qual estamos a participar no desenvolvimento enquanto estudantes bolseiros, e especificar mais funcionalidades sobre esta base, inovadoras, sobretudo de cariz social. A partir deste brainstorming, poderemos discutir o caminho individual de cada um, que neste momento ainda continua turvo. Na próxima semana, reuniremos novamente com os orientadores para discutir o trabalho feito.
Pessoalmente, continuo com muitas indefinições; neste momento, não sabendo ainda concretamente qual o meu contributo expectavel para o projecto, é dificil posicionar-me com os meus interesses pessoais. Questões como a pergunta de partida, bibliografia pertinente, principais autores e exemplos ainda não foram discutidas com os orientadores.
Antes de mais, é importante referir que amanhã vou ter a primeira real reunião de orientação, portanto à semelhança do que aconteceu com a actividade de projecto, as informações apresentadas são ainda provisórias, estando o projecto ainda em evolução/definição. Vou também tentar não me alongar muito num post "maçudo"(citando Rui Rodrigues), que faz com que até os amigos e/ou pessoas que são coagidas à leitura pelo uso de armas brancas não o façam até ao final dos posts.
A. Sugestão de links/recursos relevantes
Na verdade, tenho procurado ao longo da curtíssima vida deste meu estaminé, ir partilhando links/recursos que considero importantes e que espero que possam ser úteis.
Assim, relembro o livro Mobile Interaction Design, que apesar de não ser muito recente é bom para uma aboradgem holística ao tema, e vai apresentando pequenos desafios ao longo do livro bastante interessantes. [ Oferta!]
Sugiro também a leitura de um artigo muito simples e directo, que me cativou logo pelo seu título -
Mobilize, Don’t Miniaturize, que resume uma ideia fundamental do design aplicado aos dispositivos móveis e aos ecrãs de pequena dimensão em geral; não se trata de pensar em "encolher" uma página web, por exemplo; é preciso repensar as estratégias de interacção e aproximar o produto do utilizador, tentando melhorar a sua experiência. [ link ]
Para finalizar, aconselho a leitura das iPhone Human Interface Guidelines. São um óptimo compêndio de elementos importantes a ter em conta no design de aplicações para mobile, mesmo que não sejam exclusivamente para o iPhone. [link]
B. Exemplos relevantes na minha área de investigação e resultados
Neste tópico vou apresentar vídeos de aplicações com funcionalidades relevantes. É difícil identificar trabalhos de relevo na área quando a minha área de actuação ainda não está muito delimitada.
1.Nearest Tube Augmented Reality App for iPhone 3GS
2. Métro Paris application para o iPhone 3GS
[extra actividade] A par da pesquisa, encontrei um interessante manual, muito simples e ilustrado (em espanhol, o que é pena) que versa sobre o uso dos meios sociais para a criação de uma marca. Para todos nós, alunos de mestrado, agora dotados de um blog onde vamos tecendo considerações sobre o nosso trabalho "original", é interessante compreender estas questões do marketing on-line e da criação de uma marca recorrendo a novos meios. [link]
Relacionado com este assunto, chamo também a atenção para a palestra no próximo dia 13 de Outubro de Josie Fraser no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, sobre “managing your digital identity/building a professional network“.[info roubada daqui]
Depois do último post super longo e porque nem só de investigação vive o homem, cá vão, lançadas ao vento, uma série de coisas-de-interesse-genérico.
Na música. Temos novo albúm dos Air - Love 2. Quem põe a Kelly a ver estrelas, por mim pode tudo. É o amor. [download ilegal do álbum] [ihihi, not really]
No cinema. Diz que vai haver um Kill Bill 3 lá para 2014. O Tarantino é quase Deus e ele também parece poder tudo. Pelo Ípsilon. [notícia]
Na geek-ó-lândia. O Photosketch: Internet Image Montage. Uma ferramenta de manipulação de imagens, criada por estudantes chineses, permite a partir de um sketck com rabiscos e designações latas de objectos, originar uma fotomontagem final com todos esses elementos, provenientes de diferentes fontes. [vídeo]
E assim me despeço, não sem antes vos infomar que a password mais usada no Hotmai é...123456.
Antes de iniciar a resposta ao primeiro desafio lançado na aula de Projecto de Dissertação, é importante referir que a reflexão feita reflecte a indefinição que ainda há em torno do projecto, e do facto de ainda não ter estabelecido com o meu orientador metas concretas ou discutido os vários caminhos que a dissertação pode seguir. Neste momento, não sabendo ainda quem serão os intervenientes no projecto e as possíveis parcerias, é difícil também situar os meus interesses pessoais num determinado cenário, e materializar um compromisso entre as minhas motivações e as possibilidades comportadas pela proposta. A partir da próxima 4a feira, quando decorrerá uma reunião com as várias entidades envolvidas, espero que as indefinições diminuam e as certezas cresçam, para poder partir de dados concretos e traçar o meu plano de desenvolvimento de forma mais vinculativa.
A. Porque escolhi esta temática?
A escolha da temática surgiu numa perspectiva de continuidade do trabalho de investigação que estou a levar a cabo no Instituto de Telecomunicações na UA, no projecto C-Cast - http://www.ict-ccast.eu/. Ainda, partindo do enunciado da proposta escolhida - "Design e avaliação das estratégias de interacção a implementar na aplicação para Android C-Cast, identifiquei três vértices principais: interacção, mobile e avaliação de aplicações. Estavam assim abrangidas três áreas sobre as quais tenho interesse.
B. Qual a pergunta de partida da minha investigação?
Neste momento, ainda não abordei a problemática do projecto com o meu orientador com o intuito de começar a delinear a pergunta de partida, pelo que apresentarei propostas provisórias e não validadas.
1.Num contexto móvel e sensitivo, como desenvolver uma experiência de interacção adequada a um consumo de conteúdo social e personalizado?
2.Como é que se repensa o design de aplicações para dispositivos móveis com esta nova variante de contexto social e físico e a novas formas de interagir com a informação?
C. Que título daria, neste momento, à minha investigação?
À semelhança da pergunta de partida, também os títulos são afectados pela mesma indefinição. 1. Mobile Design e Contexto: interacção numa experiência personalizada de consumo.
2. Interagir num ecossistema sensitivo: experiencias de interacção e consumo numa aplicação mobile.
D. Neste momento, o que sei que não vou realizar, o que poderei realizar e o que não sei como realizar?
Neste momento é difícil enumerar concretamente o que farei ou não, tendo em conta as circunstâncias já referidas. Ainda assim, pretendia levar a cabo a concepção de uma aplicação para mobile, a correr em Android, em que a base da mesma fosse a informação originada pelo contexto específico do utilizador e o ecossistema social virtual em que o mesmo está inserido, examinando possibilidades de interacção inovadoras e a criação de uma identidade/marca para a aplicação, tendo em conta a necessidade básica de comunicar um produto. Não ponho ainda de parte a possibilidade explorar as potencialidades da realidade aumentada aplicada a contextos de mobilidade.
Depois de conceptualizada e desenhada a aplicação, pretendo avaliar a mesma, não tendo definido que tipo de avaliação será nem os instrumentos envolvidos, visto que o público-alvo a ser definido para a aplicação e as características da mesma deverão delimitar a metodologia a ser aplicada neste âmbito. Em todos estes aspectos – conceptualização de aplicações baseadas em contexto, design de interacção, HCI, avaliação – o grande denominador comum é a característica de mobilidade envolvida, sendo que deverei explorar estas áreas tendo em conta esse aspecto e a condicionante da minha falta de conhecimentos aprofundados/focalizados nas disciplinas enumeradas.
Ainda não sei precisar qual o nível de profundidade e fiabilidade terá o protótipo desenvolvido; tendo em conta que não possuo conhecimentos suficientes a nível da programação em Java, pretendo colocar o enfoque na conceptualização e no design de interface da mesma, assim como nas questões de usabilidade inerentes ao projecto, que são também as minhas áreas de interesse.
Mais uma vez reforço a natureza provisória destes dados enumerados. Vou continuar a tentar definir o projecto e a esperar que ele se defina a si próprio, enquanto respira e cresce com todos os inputs que vai recebendo e condicionado por todas as dinâmicas que lhe são inerentes. O essencial, por agora, é continuar a investir em leituras e pesquisas.
(E vá, prometo compensar-vos com mais dicas e ofertas nos próximos posts!)