cat @ 11:12

Qui, 14/01/10

Enquanto compilo as referências do meu enquadramento teórico (que ainda precisa de ser completado, aprumado e arrumado), dei por mim a pensar sobre este acto de referir, oficialmente, claramente, o trabalho daqueles que de alguma forma contribuem para o novo conhecimento que pretendemos construir (tarefa ambiciosa, não é?). Com todos os dados, identificamos rigorosamente dezenas de pessoas, de diferentes backgrounds científicos, idades, nacionalidades, que reflectem de algum modo sobre as mesmas temáticas que estamos a estudar. Este universo vasto de investigadores que facilmente transpomos para o nosso dia-a-dia, só nos é acessível, em parte, através "daquela" ferramenta indispensável, a web. Utilizando os meios tradicionais de pesquisa (i.e, biblioteca física com livros físicos), não teríamos acesso a todo um conjunto de revistas científicas, com estudos actuais (e não só!). No entanto, para além de todos aqueles que citamos e referimos claramente, não estará latente naquilo que escrevemos todos os inputs informativos que vamos recebendo diariamente, indirectamente (ou directamente) enquanto navegamos pela web? Não será de certa forma limitador assumir-se que só aqueles senhores X (no ano XXXX) é que influenciaram e suportam as nossas reflexões? Não haverá uma certa ressonância de todo o conhecimento que vamos construindo graças à nossa presença virtual e comunicação tecnologicamente mediada? Não deveríamos referir na bibliografia a "inteligência colectiva" como uma super entidade? Todas estas questões não são novas para mim, mas tive uma compreensão próxima e muito pessoal das mesmas nos últimos tempos.



Tudo isto para salientar, mais uma vez, a importância dos recursos da web, quando correctamente utilizados, no âmbito de uma investigação científica. Se a "gula livresca" é um fenómeno conhecido, mais facilitado é o agravamento do mesmo por este acesso global, imediato à informação. À distância de um clique (ou vários), consigo aceder a um incomensurável volume informativo; a grande dificuldade está em seleccionar o que é pertinente, válido, para evitar uma perigosa "obsidade" informativa.



E vá, boa sorte para a recta final desta etapa!




lpedro @ 22:26

Qui, 14/01/10

 

Pois, acima de tudo é uma questão de responsabilidade social. E julgo que isso não te escapou mas se te escapou eu afirmo-o aqui: este post é um excelente contributo na linha dessa "presença virtual e comunicação tecnologicamente mediada? Não deveríamos referir na bibliografia a "inteligência colectiva" (...) (Figueiredo, 2010). Obrigado, uma vez mais, pela partilha.

Ou tudo o que vai encaixar numa dissertação de Mestrado em Comunicação Multimédia. Interacção, interfaces, usabilidade, mobile, conteúdo, contexto, coisas-de-interesse-genérico. Ah, e ainda, postcards from Italy.
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